Lost in reverie

Lost in reverie

sexta-feira, maio 27, 2011

Egoísmo Alter Ego




Gama, DF                       22 de Maio de 2011



A casa inteira está dormindo. Ontem a noite foi mortificante. A madrugada se estende e eu fui a única pessoa em quem eu não pensei. Pensei ter sido sono quando meus olhos pesaram e eu os fechei. Então desliguei a TV e me deitei. Mas não consegui dormir. O que realmente pesava em meus olhos era o fardo da televisão e a prisão que ela representava ao meu pensamento. Depois, no escuro, é que eu viajei por longas e curtas distâncias neste que tempo que aos poucos me consome e me mata. A carne, ainda jovem, vai misturando-se lentamente à ferrugem e ao cansaço.
Eu sei que a noite avança, mas ainda não consegui pensar em mim. Talvez porque minha cabeça anda cheia demais de muita coisa e de muita gente que eu ando pensando desnecessariamente. Parece até que se tornou um vício meu; e todas as noites, antes de enfim dormir, surge alguém do nada, com lembranças que me sugam a alma e o sono já escasso. 
Já passaram das 5h e eu ainda permaneço com olhos cansados, porém abertos. Só o que ouço são os ressonares, eletrodomésticos, relógio e alguma voz ou carro alheios que passem aqui perto. A luz incomoda, assim como a falta de sono. A caneta com que estou escrevendo não me agrada. E só agora, escrevendo esse texto estupidamente, é que pensei em mim ...
No geral, continua tudo calmo, difícil e dúbio como sempre. Despeço-me aqui da madrugada insone para outras coisas pensar e escrever.





"Se for pra sempre
Seja breve,
Seja firme,
Seja leve,
Seja bravo,
Seja breve"


Breve - Pouca Vogal



Que tudo isso seja muito breve, por favor ...



Tempo de Composição: 04h47 à 05h15

The Wall




 Gama, DF                     22 de Maio de 2011

A Lua, impecável, fez como sempre fez e encheu meus olhos com tamanha beleza e grandeza. Por entre as árvores e concretos do caminho ela se escondia. Mas eu sabia que ainda estaria lá, fazendo com que a noite de alguém fosse mais bonita ou especial. Os meus olhos fitaram-na por alguns por alguns breves segundos. Quis parar em meio a noite e o pouco movimento da rua só para admirá-la. Mas as horas corriam, e os minutos voavam, e quem eu queria que estivesse ali estava tão longe que prefiri seguir meu caminho para casa.
Ah, as tolices da juventude! Odeio quando acho ser a dona da situação, enquanto esta claramente foge de mim, escapando pelos dedos. Estava tudo bem, até virem o tempo, a vida e a experiência para imporem suas regras injustas e regulares. Esses estão sempre a construírem suas muralhas para nos impedirem de seguirmos achando que somos os donos do mundo. E batemos de frente com essa solidez, muitas vezes por tentarmos quebrá-la de alguma maneita, outras vezes por ela ter se imposto tardiamente, ainda outras porquê somos jogados contra ela. Confesso que já tentei bastante quebrar essas paredes ultimamente. Porém, suas bases e dureza continuam intactas e intransponíveis. Então, decidi que o melhor a se fazer é deixá-la como está e aprender a conviver com ela. Sim, conviver até que o tempo a desintegre, a dissolva.
E depois disso, minha paz retornará. E as outras paredes que erguir-se-ão pelo caminho, serão enfim notadas. Por enquanto, deixo o tempo fazer seu trabalho ...



 "All in all you were all just bricks in the wall"



Another Brick in The Wall, pt. 3 - Pink Floyd





"Você era apenas tijolos na parede"


Tempo de Composição: 05h05 à 05h36

quinta-feira, maio 26, 2011

Realidade Virtual







Gama, DF          05 de Maio de 2011


There are a lot of strange dreams surrounding me by now
They are psychedelic, ashes from a distant and unknown world
The blood boils fastly and harms the inside
Suns, moons, skies and a handful of lost connections between the real and the fictional
Full of meanings, it's true. But where is the sense ?!
You can fear the unknown and show it
Nevertheless give up!
Go to the end and figure it out
And when you're done, go further, even further ...




Uma poesia estranha e sem muito nexo que eu fiz e não tinha postado ...
Sabe, preciso de férias! Estou ficando meio maluca e totalmente nonsense!



Realidade Virtual - Engenheiros do Hawaii






" Olhos atentos a qualquer momento:
é preciso acreditar "

quarta-feira, maio 25, 2011

Tu, e o que não posso



A tua voz se espalha pela casa vazia. 
Procura os cantos esquecidos e se abriga em meus ouvidos, trazendo consigo as velhas lembranças que jaziam na desmemória. 
A voz triunfante com seus tons de sorriso. 
Em sua arrogância.
Ah, sim! Tua arrogância ... É admirável, irritante, impressionante, apaixonante. 
"Não, não posso. Não é possível" 
Vou me enganando por essas estradas sinuosas que nem sei se me levam à você. 
O que é bem provável que não, pois não te quero. 
Te desejo, mas não te quero. 
Te amo, mas não te quero.
É insano, mas não te quero!
És os meus defeitos, és as minhas qualidades, és as minhas manias.
Em nossas cores escrevi teu nome, mas não guardo as fotos e nem a lembrança do teu toque.
Pois não as tenho, e nem quero tê-las.
Mesmo que eu guarde esse amargo meu, de nunca ter experimentado o doce do teu veneno
Jamais irei provar dos teus lábios.
Pois são para mim o que não deveriam significar!




"Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais neste último mês" 





Eu Que Não Amo Você - Engenheiros do Hawaii




Eu não voltei, pois jamais fui. Eu não fui, pois jamais pertenci. E pretendo continuar assim!