Lost in reverie

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sábado, março 12, 2011

Alter Ego








Eu poderia correr, me esquivar, me esconder
Eu poderia seguir, sem desistir, sem temer
Eu calculei as variáveis, tentei tomar um gole da intimidade
Não fechei os olhos e não sonhei, era apenas a verdade
Avaliei as chances, os riscos, as probabilidades
De uma relação alter entre eu e meu eu
Dando-me conta de que um velho eu já se perdeu
A imagem invertida atraiu-nos para o fatal
É tão bom quanto é ruim, chega a ser surreal
O jogo de palavras, olhares refletidos, observação
Detalhismo impresso em cada movimento, no pulsar do coração
E com as mãos trêmulas, frias, encosto-as em mim
Sentir o meu calor e tocar-me, dessa maneira pude sentir
Talvez tenha sido a mesma sensação em corpos diferentes
Uma noite fria com um desejo sublime e ardente
Quando o equilíbrio foi quebrado e substituído por algo estranho
Algo intenso, que vem de dentro, que vem dum acanho
A noite não finda e permanece acesa
Mesmo parecendo tudo bem está tudo às avessas


sexta-feira, março 04, 2011

Versos de vitória apesar da solidão




Ela viu o céu desabar
O cinza caía molhando a terra
Batia no telhado e na calçada
Lavava as flores e a alma cansada
Ela deitou na relva e sentiu a chuva forte castigar seu corpo
Ela viajou nos pensamentos de quem está com a mente pesada
Sentiu toda a força de vontade brotando
E levantou-se para prosseguir cantando
Cantigas de vitória dos antigos guerreiros
Vitórias lutadas, sangradas e vencidas no fim das contas
Com o suor que lhes corria pela face venceram
E em seus versos ela via a luz irradiando por sobre ela
Mesmo em toda sua sobriedade, o dia ganhara um novo tom
Tons de alegria enaltecidos pelo ritmo da canção
O mundo não lhe sorria, mas ela o sorrira tentando encontrar a direção
Ela vira a esperança ressurgindo com os raios tímidos de sol
Então ela ergueu a cabeça e orgulhosa seguiu seu caminho
Não houve erros, culpa
Sozinha, sem medo do futuro, com um olhar emoldurado em seu rosto branco
Um sorriso esboçado, mas confiante
E se foi ... Triste, feliz, confiante, sozinha ...

quinta-feira, março 03, 2011

É difícil voltar





Na simplicidade dos meus versos vou cantando, contando, compondo
Vou seguindo os olhos de meu observador e o guio por entre caminhos perdidos de minh'alma
Caminhando sozinha pelos vales que despertam com o raiar do Sol
Não rimo, não dou ritmo, não sigo qualquer destino
Caminho meu é o que trilho no momento
O futuro é incerto mas ainda assim o invento
De mil maneiras num distante pensamento
Sem querer descubro a solidão, que me arrasta para junto dela sem qualquer perdão
Voando calada voo rasante
Espreito quem desejo e evito o dia
Não dou pista, não falo, não demonstro
Sinto por dentro tudo aquilo que queria expressar sem poder
Hoje eu choro por um amor perdido, amanhã sorrio com os traços angelicais, embora sozinha
Eu sou assim, simplesmente complexa
Indecifrável para os fracos de espírito e sem personalidade
Um ser encantadoramente adorável e leal aos seus amigos
A que sente saudade de detalhes bobos e pequenos, épocas distantes
Uma vez que viajando em meus planos, sonhos, alegrias, tristezas e lembranças, é difícil voltar.


"Não sei quais são as causas, nem quais serão as consequências
(A borboleta bate as asas e o vento vira violência)
Não sei a soma exata, só a ordem de grandeza
Não sermos literais às vezes faz nossa beleza
Às vezes faz nossa cabeça 
Um par de olhos, um pôr de sol
Às vezes faz a diferença
Tentei ficar na minha
Tentei ficar contigo
O que há de mais moderno 
Ainda é um sonho muito antigo
Tentei ser teu futuro
Tentei ser teu amigo
O que há de mais seguro
Também corre perigo
Não sei a quantas anda, é da nossa natureza
Não saber o que fazer às vezes faz nossa certeza
Às vezes faz nossa cabeça
Um par de olhos, um pôr de sol
Às vezes faz a diferença ... "
Sei Não - Engenheiros do Hawaii






Sei Não - Engenheiros do Hawaii