Lost in reverie

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quarta-feira, março 16, 2011

Outra Dimensão




A canção parou de tocar. Será que as caixas de som emudeceram ? Perderam o som, o tom, o caminho. Deram passagem ao surgimento da dúvida. Será que o caminho seria encontrado e retomado pelos acordes e melodia ? Voltaria, algum dia, a tocar as notas que outrora me tocaram ? Ah! ...
Como eram suaves as batidas que embalavam meus sentidos. As emoções afloravam em evidência, num arrepio da pele. A sequência de notas progredindo pouco a pouco, elevando a excitação e a expectativa, chegando a um clímax auditivo de intenso deleite. E numa viagem transcendental, ultrapassava o ténue limite entre o que é real e o figurativo. E quando totalmente envolvido num ecstasy, subitamente a urgência da melodia torna-se calmaria e suavidade. A volta do mundo paralelo.
Mas já não tocam mais. As caixas de som da minha vitrola pararam, estão caladas. Me sinto preso de novo à realidade e não consigo ultrapassar a fronteira que me divide do ideal. Com elas em silêncio, sinto-me deslocado de mim mesmo. É como se habitasse um corpo estranho ... Preciso da música. É ela quem move meu ser e estar.










Shine on You Crazy Diamond - Pink Floyd


segunda-feira, março 14, 2011

Time for Changing




A porta fechada.
Você deve destrancar, achar a chave e correr para dentro ou para fora
O que você quer ? Escapar ? Investir ?
Mudar a vida tomando alguns passos necessários
Mudar drasticamente ? Definitivamente ? Dar um tempo ?
É tudo uma questão de se achar a chave
Se ela está presa em um elo perdido, ache a solução para resolver o quebra-cabeças
Junte as peças e encaixe-as para a liberdade
Fazendo com que tudo torne-se um pouco mais simples e possa respirar
Se algo lhe prende, diga adeus
Às vezes a mudança, a passagem para uma outra fase, torna-se necessariamente obrigatória
O medo é natural, desistir é opcional
Mas não há muitos lugares para onde se possa correr, não é mesmo ?
Se o dia de mudar chegou, enfrente ...
Melhor do que tentar mudar a direção dos ventos e frustrar-se, por mais tarde ver que de nada adiantou
So, LET'S GO AHEAD!











Dream Theater - A Rite of Passage


sexta-feira, março 04, 2011

Versos de vitória apesar da solidão




Ela viu o céu desabar
O cinza caía molhando a terra
Batia no telhado e na calçada
Lavava as flores e a alma cansada
Ela deitou na relva e sentiu a chuva forte castigar seu corpo
Ela viajou nos pensamentos de quem está com a mente pesada
Sentiu toda a força de vontade brotando
E levantou-se para prosseguir cantando
Cantigas de vitória dos antigos guerreiros
Vitórias lutadas, sangradas e vencidas no fim das contas
Com o suor que lhes corria pela face venceram
E em seus versos ela via a luz irradiando por sobre ela
Mesmo em toda sua sobriedade, o dia ganhara um novo tom
Tons de alegria enaltecidos pelo ritmo da canção
O mundo não lhe sorria, mas ela o sorrira tentando encontrar a direção
Ela vira a esperança ressurgindo com os raios tímidos de sol
Então ela ergueu a cabeça e orgulhosa seguiu seu caminho
Não houve erros, culpa
Sozinha, sem medo do futuro, com um olhar emoldurado em seu rosto branco
Um sorriso esboçado, mas confiante
E se foi ... Triste, feliz, confiante, sozinha ...

quinta-feira, março 03, 2011

É difícil voltar





Na simplicidade dos meus versos vou cantando, contando, compondo
Vou seguindo os olhos de meu observador e o guio por entre caminhos perdidos de minh'alma
Caminhando sozinha pelos vales que despertam com o raiar do Sol
Não rimo, não dou ritmo, não sigo qualquer destino
Caminho meu é o que trilho no momento
O futuro é incerto mas ainda assim o invento
De mil maneiras num distante pensamento
Sem querer descubro a solidão, que me arrasta para junto dela sem qualquer perdão
Voando calada voo rasante
Espreito quem desejo e evito o dia
Não dou pista, não falo, não demonstro
Sinto por dentro tudo aquilo que queria expressar sem poder
Hoje eu choro por um amor perdido, amanhã sorrio com os traços angelicais, embora sozinha
Eu sou assim, simplesmente complexa
Indecifrável para os fracos de espírito e sem personalidade
Um ser encantadoramente adorável e leal aos seus amigos
A que sente saudade de detalhes bobos e pequenos, épocas distantes
Uma vez que viajando em meus planos, sonhos, alegrias, tristezas e lembranças, é difícil voltar.


"Não sei quais são as causas, nem quais serão as consequências
(A borboleta bate as asas e o vento vira violência)
Não sei a soma exata, só a ordem de grandeza
Não sermos literais às vezes faz nossa beleza
Às vezes faz nossa cabeça 
Um par de olhos, um pôr de sol
Às vezes faz a diferença
Tentei ficar na minha
Tentei ficar contigo
O que há de mais moderno 
Ainda é um sonho muito antigo
Tentei ser teu futuro
Tentei ser teu amigo
O que há de mais seguro
Também corre perigo
Não sei a quantas anda, é da nossa natureza
Não saber o que fazer às vezes faz nossa certeza
Às vezes faz nossa cabeça
Um par de olhos, um pôr de sol
Às vezes faz a diferença ... "
Sei Não - Engenheiros do Hawaii






Sei Não - Engenheiros do Hawaii

terça-feira, março 01, 2011

Alone, I follow into my footsteps



Ele ainda permanece aqui de alguma forma ...
Não se foi de maneira alguma
Estava apenas enclausurado lá dentro
Não sei de onde ele veio ...
Eu pensei que estivesse tudo bem (It's finally over! ...)
Não, não é verdade!
De alguma forma ele ainda continua intocável
Mas é tão impossível .... Pelo menos ao meu ver
Mas espere ....
Rebusquei os dados e informações há muito perdidos por aqui
E vejam! São apenas lembranças ....
Agora entendo que não posso seguir assim
Estou sozinha ....
Seguindo sozinha, continuo
Apenas assim consigo seguir bem
E não há remédio que me cure disso.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

O que sou







Hoje eu sei o que sou
Hoje eu sei que nada daquela outra metade restou
Sou alguém renovada
Talvez com a mesma cara
Sou tempestade em copo d'água
Sou furacão de brisas
A neblina da alvorada
Sou a lágrima que dança pelas maçãs do rosto
E toda a sua frieza
Sou o cálculo e o movimento atrevido
Uma icógnita de desejos indevidos
A brisa que lhe beija e faz os papéis voarem
O alimento do fogo e o tempo
A serpente que espreita, selvagem
O início do incêndio ou um acalento
Sou planta, sou doce, sou Mel.