Lost in reverie

Lost in reverie
Mostrando postagens com marcador Tempo e estações.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tempo e estações.. Mostrar todas as postagens

domingo, agosto 14, 2011

Quero que volte





Há nuvens de esperança nos céus agora. O deserto está prestes a florescer e enverdecer-se. O que era seco e morto voltará a viver e crescer em algum tempo. Verdade que parece demorar demais essa época tão hostil. Porém, asseguro-me de que a chuva virá como um alívio tão imediato que trará paz dentro desse coração desatinado e confuso.
Eu nunca mais senti as gotas de água fria escorrendo pelo corpo em um dia cinzento e bonito – pelo menos para mim. Do vento que açoitava a pele molhada e arrepiada por uma sensação puramente física, nada emocional ou particular demais. Embora vez por outra viesse uma emoção desprovida de cautela, mas era apenas emoção que logo passava.
Agora com essa seca que castiga-me como se eu estivesse no próprio inferno, sinto mais falta do que o habitual das chuvas fortes, quando parecia que os céus caíam e ninguém podia fazer nada para impedi-los. Ver a grama verde, o céu cinza e pesado, a estrada molhada refletindo a luz fraca do dia. A luz fraca do dia ... Ah, como é lindo quando a única luz que existe é pálida. A escuridão cega os olhos de outras pessoas escondendo-me, enquanto o céu, a chuva e o vento sabem onde e como estou.
Só imploro, ó céus, que me dês de volta os meus dias chuvosos, cheios de nostalgia e alegrias para o meu interior!




Marooned - Pink Floyd




Uma música instrumental que me faz viajar no tempo-espaço deste mundo meu. Embora não tenha uma palavra sequer, me faz ir a lugares que só existem dentro de mim. 

sexta-feira, março 04, 2011

Versos de vitória apesar da solidão




Ela viu o céu desabar
O cinza caía molhando a terra
Batia no telhado e na calçada
Lavava as flores e a alma cansada
Ela deitou na relva e sentiu a chuva forte castigar seu corpo
Ela viajou nos pensamentos de quem está com a mente pesada
Sentiu toda a força de vontade brotando
E levantou-se para prosseguir cantando
Cantigas de vitória dos antigos guerreiros
Vitórias lutadas, sangradas e vencidas no fim das contas
Com o suor que lhes corria pela face venceram
E em seus versos ela via a luz irradiando por sobre ela
Mesmo em toda sua sobriedade, o dia ganhara um novo tom
Tons de alegria enaltecidos pelo ritmo da canção
O mundo não lhe sorria, mas ela o sorrira tentando encontrar a direção
Ela vira a esperança ressurgindo com os raios tímidos de sol
Então ela ergueu a cabeça e orgulhosa seguiu seu caminho
Não houve erros, culpa
Sozinha, sem medo do futuro, com um olhar emoldurado em seu rosto branco
Um sorriso esboçado, mas confiante
E se foi ... Triste, feliz, confiante, sozinha ...

terça-feira, janeiro 11, 2011

No cerrado o Sol se põe







Fim de tarde. Horizonte finito pelo cerrado que nos cercava. Tudo tão verde, tão bonito, banhado por um Sol dourado, como há muito não aparecia. Uma verdadeira tarde de verão. Paisagem linda, assim como gosto, fim de tarde, então. Lembro-me das muitas tardes que passei no meu mundo. Às vezes perto de alguém que eu gostasse, mas em sua maioria era apenas eu. Milhares de coisas surgiam na mente e me levavam à escrever alguma coisa. Mas naquela tarde, não tive vontade de escrever. Eu só queria ficar bem quieta, em silêncio, contemplando os teus olhos e tuas palavras que tentavam me distrair do meu estado de transe profundo. Sei que quando fico em silêncio é de se estranhar, acostumei as pessoas a ouvirem minha voz. Mas meu silêncio queria dizer muito mais do que a eloquência. Você disse que eu estava triste, podia até ser, mas eu não sabia como estava me sentindo ou o que sentir naquela hora! Não me senti triste .... Nem me senti. Era nostalgia misturada com algum outro sentimento/sentido. Acho que eu realmente estava sob um transe que veio de lugar algum. Porém, eu não me recordo de ter vivido nenhuma tarde tão linda como aquela. Não por ser verão, não por ter uma paisagem que, particularmente, me chama muito a atenção .... mas pelo simples fato de ter passado aquela tarde ao teu lado! E tudo isso por uma "simples" verdade: Eu amo você tanto quanto amo à mim!

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Dormir



Eu acordei! Estou viva. Posso ver, ouvir e sentir um gosto ruim na boca. Mas estou fria. Meus pulsos parecem estar desfalecendo, desistindo sem minha permissão. O quarto está sob a pálida luz do dia que, já enfraquecida pelas nuvens escuras, tem de ultrapassar a cortina que separa o quarto do frio externo (ou pelo menos tenta passar essa ideia). Está um tanto escuro e as paredes refletem a cor da cortina, um tom bege. Levanto a cabeça, olho para a porta semi-cerrada na esperança de que alguém entre para aquecer-me a alma, mas só o que adentra o quarto é uma leve e congelante brisa, vinda de uma pequena brecha na janela. No arrepio da pele, agarro-me ao cobertor, imaginando se em vez dele fosse um outro corpo, quente, de fato. Encolho-me e sinto os olhos arderem junto com algo preso na garganta. Talvez uma tentativa de choro, dor que quer sair para não se sentir tão só quanto o corpo e alma que habita sentem-se. Esforço-me para alcançar o relógio, o dia nem começou. O Sol ainda está baixo, de acordo com a hora, e os segundos insistem em querer imitar as horas, e lentos e suaves percorrem o relógio. "Ponteiros imprestáveis!", protesto. Não correm, o tempo nem anda. Tão frio, tão solitário, tão vazio. Casa vazia, não há passos, nem vozes, nem pássaros a cantar lá fora. E o que restou? Afogar-me num sono, pois só assim não verei a vagareza dos ponteiros e esquecerei-me do frio, do gosto ruim na boca, da dor presa, em nós na garganta e na ardência dos olhos.

domingo, janeiro 02, 2011

Reticências




O que pensa-se, o que tenta-se escrever, o acorde que falta, a letra que escapa.
Mãos que desenham reticências por entre as folhas de um velho caderno, uma agenda qualquer.
Olhos que não sabem olhar para outro lugar além do horizonte.
Ver o Sol; a chuva que está chegando; o mundo (o seu próprio mundo) caindo, dividido, apartado.
Observar estrelas, os vários pontos de interrogação que se formam e dançam pelo ar.
Um gole de água, uma noite sem fim mesmo com os olhos desvanecendo-se.
A brisa que sopra e mexe a cortina, e que sopra num leve balançar os cabelos, fazendo com que sua visão limite-se até a hora em que você os recoloca no lugar.
Seu corpo dói, mas você não se importa em ter que suportá-la, afinal, o vazio é menos atraente sem dor. Ter que expô-lo sem sacrifício algum é estranho.
Então você se ajeita de hora em hora para poder conseguir continuar a escrever, mas ainda dói. E no fim você pode ver que a dor lhe valeu, pois lhe rendeu algum escrito que talvez só você venha a entender.
Mas que importa? Afinal, a beleza abriga-se nos olhos de quem observa o material em questão.


Uma noite em que não se pode dormir, com as lembranças de um ontem pertinentes à mente, que não sossega e não descansa. Uma mente que está fisicamente esgotada, mas que ainda assim suporta o esgotamento para que a alma possa aliviar-se ao escrever.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Árdua Tarefa



Estou na expectativa pelo dia de amanhã. Sei que não faz muito tempo desde a última vez que nos vimos, mas mesmo assim sinto falta da tua voz, do teu beijo. Eu queria acordar todos os dias e ver que você esteve lá comigo, a noite inteira. Sentir o teu calor logo nas primeiras horas após o amanhecer. Essa minha sede que torna-se cada vez mais insaciável a cada despedida. Com o amanhã já sonhei. E fiz planos que sei que não se concretizarão. Por obra do acaso ou por falta de sorte, eu não sei. A única coisa da qual tenho ciência, é essa vontade dilacerante que não se cala nem quando adormeço. E o que me resta fazer além de esperar, é sentar na calçada, contemplar o céu nublado e as andorinhas a voarem, e escrever. Escrever até que as palavras não consigam mais suportar o fardo de ter que tentar transcrever o que não cabe nem mesmo no meu íntimo. Mas é verão, no final das contas .....

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Cruelmente doce





Era manhã do primeiro dia de outono. Algumas flores ainda permaneciam intactas e os pássaros cantavam alegremente em torno do jardim. Assobiavam e brincavam como numa bela sinfonia. As flores que caiam enfeitavam o ar e a estrada que passava ao lado do jardim, fazendo com que tudo fosse ainda mais belo e resplandecesse sob a luz empalidecida de uma manhã cinzenta de chuva. O verão já tinha ido embora e o frio se tornava mais pertinente. O que parecia não incomodar os saltitantes e contentes passarinhos, que voavam e dançavam e cantavam como num lindo musical. A vida parecia ser tão mais simples vendo aquele espetáculo .... Mas, não seria vida se não tivesse seus problemas. Ela é doce, cruel. Docemente cruel! E ainda assim, amamos vivê-la, principalmente se tivermos ao lado quem tanto amamos ......

terça-feira, dezembro 07, 2010

À luz do Sol



Uma escolha. Duas vidas. Uma saída. Entrada desconhecida. Eu virei-me para enxergar o horizonte que estendia-se diante de meus olhos tão pequenos e confusos. Eles viam o que queriam e passava despercebida toda verdade. Eles notavam os tons de laranja no céu que corria pelo olhar perdido na imensidão do horizonte. Brilhando à luz flamejante do Sol incandescente, sorriam ao contemplar tamanha beleza. Mas não era só isso que fazia com que sorrissem. Eles também viam, ao lembrar, todo amor que ali foi expresso, jurado. Sentiam mais uma vez como era estarem vivos, acesos, radiantes. O vento que batia derrubando as frágeis folhas também levavam à mente algumas outras lembranças. E tudo era saudade ....

A luz iluminava, aquecia e fazia a saudade brotar do mais profundo ...

quarta-feira, novembro 24, 2010

A janela



23/11/2010

 Sentada ao lado da janela, abre uma pequena fresta na cortina e mira o mundo que se estende lá fora. Chove já há tanto tempo, tantos dias. Ela trancou-se ali mesmo, prendeu-se àquele pedacinho da casa cheia de ecos e velharias que havia adquirido ao longo de sua estrada. Ela via aquela água serena caindo desde o céu escorrendo sobre o vidro de sua janela. De lá era possível ver algumas poucas pessoas que atreviam-se a se aventurarem naquele tempo fechado e sombrio. A única alegria em meio ao céu escurecido era um pequeno jardim, bem regado, de grama verde reluzente e flores delicadas e sensíveis, que pareciam dançar ao som dos ventos. Nem parecia estar tão frio naquele lugarzinho. Era a alegria da moça da janela, que sempre preparava uma boa xícara de chá e sentava-se em um velho banquinho ao lado de sua janela. Até parecia um ritual diário. Observava por horas a fio aquela rua encharcada e aquele pedaço de jardim florido e bonito. A chuva talvez a tivesse prendido ali, mas foi ela quem continuou querendo ficar ali, ela prendeu-se à situação. E enquanto ela seguia prendendo-se, as flores se libertavam e soltavam suas divinas cores, encantando e encantando-se.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Chuva



Uma outra manhã banhada pela chuva, que agora cai constantemente. Como eu senti falta desses dias cinzas e encharcados ! O Sol estava brilhando forte e já por muito tempo. Minha paciência já havia se esgotado com esse clima quente e seco. Um dia frio, chuva, casa, cama, livro, cobertor. E não há nada além que me dê tanta paz. Uma brisa gelada adentrando os meus poros, que se fecham. Deixo as portas e janelas abertas propositalmente. Não está tão frio, mas só o fato de estar chovendo, me traz uma paz inconfundível, calma e tranquilidade.

                                                                                                                                                      Amo chuva !!

segunda-feira, outubro 25, 2010

Amanhecer de chuva



Noite vazia, tomada de escruciante solidão
Vaga de amor, de companhia, de beijos
Interna intensa luta contra o frio que castiga os mortais desta cidade
Amanhecida no cinza da nuvem pesada
Alvorecida por uma imensa tempestade
Tão grande esta, que assusta a mente tranquila e em sossego
Acorda do sono em que sonha a alma com esperança
Foge da realidade a mente que sonha
Brilha com intensidade o Sol acima das nuvens
Mas é da proteção delas que minha pele precisa
Um carinho feito de brisa
Um refúgio feito de moléculas de água sobre a humanidade
Uma vez ensurdecida pelo barulho da água que cai sem dó no telhado da casa fria ,
Prefiro continuar assim o resto dos dias
Para que eu possa escutar com clareza os pensamentos

sexta-feira, outubro 15, 2010

Futura Saudade



30/09/2010

Hoje eu não quis acordar. Acordei antes do despertador mas não quis realmente despertar. Com o dia cinza como está, meu único desejo era ficar na cama, sozinha. Mas, na obrigação de todo dia e com muito custo, levantei. E ao chegar àquele destino me dei conta. Dei-me conta, num momento de nostálgica saudade, que essas são as últimas vezes em que verei esse lugar. E por mais que eu não queira, eu amo esse lugar nesse clima. Aliás, amor todos os lugares nesse tom, lembro-me de vários assim. 
E numa dessas lembranças me dei conta de que a escola não é o único lugar que vou deixar ao término deste ano. É com grande pesar que terei que deixar a minha grande paixão, meu grande amor. Vai doer, e já dói tanto só de pensar, que as minhas segundas e quartas não terão mais aquele sabor do aprendizado que vem de um outro hemisfério, outros mundos. Foram tantos bons momentos, em ambos os lugares ...
Saudade já está batendo, mesmo sem ter acabado ainda. E já dói !

quarta-feira, outubro 06, 2010

Bem-vinda chuva !



Como fui me perder nessa tempestade ? Eu sabia que ela viria e mesmo assim, sendo como esta é, não pude evitar ser tragada por essa densa nuvem. Eu tinha a avistado ao longe no horizonte, mas algo fez com que eu virasse as costas e não continuei olhando. Me perdi no tempo-espaço. E agora acho-me aqui em meio à tempestade que engole-me, cega-me, inebria-me. Olho, com olhos cerrados, o longínquo horizonte mais uma vez. E tento achar o Sol que abandonou minhas terras. Não que eu ache ruim, pois deveras amo profundamente o céu trajado de cinza chumbo e o vento gelado que sopra, a noite que é tão aconchegante debaixo dos edredons, com ou sem companhia. O equilíbrio que há dentro de mim quando é chegada essa época. Mas a vida ao meu redor está morrendo, desfalecendo, entristecendo-se, deprimindo-se ... Eles necessitam desse calor, eu também, mas queria não precisar. A paz interior é vencida por essa necessidade de luz. E é por isso que aproveito o máximo possível desse tempo, nublado, chuvoso, frio. Aguardo essa paz interior tão ansiosa quando estamos na época seca. Os olhos brilham, cintilam ao ver as nuvens se aproximarem. Mas só é tão bom assim quando estamos num porto seguro, onde há segurança e proteção. Vivida assim, como estou vivendo agora, não faz bem. Adoece a alma e sentimo-nos perdidos demais para ter alguma paz.
Que todos tenhamos nossos abrigos, fortalezas e confortos em mais esse período de chuvas e frio húmido.
Amo o frio !

terça-feira, outubro 05, 2010

A velha choupana



Amanheceu. Está caoticamente frio. A estrada está coberta pela neblina ocasionada por uma chuva anterior. O vento gelado está soprando e me corta o rosto. Minha boca está trêmula. Tento me aquecer mas está difícil. As lágrimas descem queimando a pele. O frio é intensamente apaixonante. Eu o amo!
Me ergo da pedra em que estava sentada, encolhida e começo a caminhar novamente por essas estradas que estão começando a ficar brancas de neve. Preciso de abrigo. A nevasca está por vir e eu ainda não cheguei em casa. Meu abrigo está ao léu. Eu fugi e foi melhor. Escapei dos meus medos e das certezas incertas. Incoerência essa que não se explica. Mas as folhas estão a oscilar muito intensamente. Está mais próxima do que havia imaginado. Corra !
Achei a velha choupana. Nenhum habitante. Teias, insetos e uma velha mobília empoeirada. Vi um livro e me ocorreu a ideia, mas continuei explorando a choupana. Uma estante com uma vela em cima, um quarto com uma cama talhada em madeira e um criado mudo ao lado, guardaroupas grande e imponente. Abri-o. Alguns casacos, pouca roupa. Vasculhei mais ... Nenhum fundo falso, nada demais na casa inteira. A bagunça ao meu redor ... parecia que uma vida havia se encerrado ali. Decidi continuar, pois ali não era o meu lugar. Não iria desfalecer na estrada, a tempestade estava passando e não pude deixar que o medo me impedisse. Prossegui e continuarei na firmeza dos meus músculos que de aço não têm nada, mas podem aguentar coisas que o próprio aço desconhece a natureza.

terça-feira, setembro 28, 2010

E já é Primavera ...



É quando pensamos que somos fortes que sentimos a verdadeira fraqueza. Existe um medo constante de não conseguirmos aquilo que nos propomos a fazer. Mas existe ainda mais dú- vidas sobre se isso é mesmo o que queremos. Há o medo, há a esperança ... Mas não devemos nos deixar levar por incertezas, pois sabemos que podemos vencê-las, basta querer. É só tentar achar uma fonte de poder para seguirmos em frente. Cada um tem a sua fonte, é só descobrir qual ela é. Eu achei alguma fonte, mas não sei como a perdi! Ela fugiu de mim, de alguma forma. Acho que ela não me pertencia. É, agora pensando bem, ela nunca me pertenceu. Ela se foi, e voltou, por tantas vezes. Mas nunca consegui tê-la em minhas mãos, nem sequer por um inteiro minuto. Ela escapava aos meus olhos. Mas eles, de tão cegos, só conseguiam ver de ti a energia fluindo, dando-me forças e alegria, contentando de alguma maneira, o coração que busca um pouco de amor nesses teus lábios. O sorriso desavergonhado. O olhar que busco todas as vezes em que sei que posso lhe encontrar.
E será mesmo possível que tu, mesmo sendo tão inteligente, não tenhas notado tudo o que sinto? Eis a pergunta que não me entristeceria, pois se ainda me dirige o olhar, das duas uma: ou não notastes ainda ou também sente algo. Aaaah dúvida crudelíssima! É insensível e categoricamente rigorosa. Desfalece o sorriso quando os anseios que dela afluem possuem-me. Murcham-se as flores que tenho no mais belo canto do coração, onde guardo a ti com tanta afeição. E me pergunto se isso um dia passará. Verdade seja dita neste lugar: VOCÊ NÃO ME SAI DA CABEÇA! E já é tão tarde ... 
O vento soprou, uma ideia surgiu. Senti no corpo aquele vento levemente molhado pelas gotas da chuva que está por vir. E já é primavera há quase uma semana, o verão aproxima-se, e eu ainda não estou certa de que o Sol do amor brilhará em meu olhar mais uma vez. Para isso, dependo única e exclusivamente de ti.
TE AMO!

quarta-feira, setembro 01, 2010

É Outono ...


Sou eu quem mais uma vez vai ficar sentada, debaixo daquele velho ipê, o qual as flores abandonaram. É outono. E volta a rotina do frio intenso que faz desde a noite até o amanhecer. Bate outra vez a esperança da renovação. E ali mesmo, na sombra do velho ipê, transcrevo minhas emoções num profundo estado de nostalgia. Recordações pintam a minha mente, ora com cores fortes, intensas e de um brilho de tirar o fôlego, ora com tons melancólicos que vão do branco, que faz doer os olhos de observá-lo num relance, ao preto profundo e solitário. E as junto, todas descritas em um caderno ao qual o tempo já enrugou suas folhas. E o barulhinho leve e inconfundível que elas emitem me dão imensa paz e tranquilidade. Observo bem aquele horizonte. O Sol vai descendo num tom laranja encantadoramente belo e radiante. Essa luz incandescente invade o meu campo de visão e ilumina todo o meu ser através desses olhos que a tudo observa. E me inspira para seguir em frente com a ETERNA MANIA.

terça-feira, agosto 10, 2010

Medo da Tempestade


A paz dessa imensidão azul. O mar a beijar esse céu iluminado pelos raios de Sol. Céu outrora obscurecido por pesadas nuvens, com promessas de tempestade, trazendo a paz da solidão com uma leve tensão pelo medo da tempestade. Medo que se dissipou no primeiro clarão de Sol. Clarão que iluminou um pássaro que voava ao longe, solitário, na tranquilidade da brisa que o levava enquanto pairava no ar. E me trouxe imensa paz tranquila.
Mas parecia faltar algo àquele pássaro. Me deu a impressão de que ele busacava algo naquele voo. Talvez ele buscasse um refúgio, uma proteção. A paz talvez o ajude. Que o mar o proteja e que as florestas dessas ilhas desertas o alimente e o abrigue, assim como me abrigam na tensão de uma forte chuva...