segunda-feira, abril 23, 2012

Pertencentes




Ao som dos ventos uivantes deste outono impassional, decomponho-me em versos e prosas escritos a mão. Cheios de saudade, promessas e desejos que ardem no peito ao serem relembrados dia após dia, noite após noite. Um sentimento que está além de qualquer compreensão e é cálido. Desmanchando águas em pequenas correntes que parecem não querer cessar. Uma abundância jamais vista. A verdade é que estás preso em mim, e não há quem o possa tirar de meu interior, protegido e fortificado contra as ameaças do caminho. E lhe pertenço, tanto ou mais. Sou tua a ponto de largar meu mundo para viver no teu.
Os caminhos são árduos, sim, difíceis e cruéis. Eles não se importam se a saudade consome tudo vivo. Às vezes esgotantes. Mas a renovação vem no amor que é sentido e vívido em nós. Resumimo-nos à saudade e amor. Não simplesmente paixão, pois se a fosse já teria sido consumida até o final. Mas um amor puro, apaixonado, concentrado e absorvido por nossos corações. É este amor que nos motiva, nos move a sermos melhores, nos envolve e nos protege. Pois sim, em ti encontro meu lar. Eu amo você com a minha alma!