quarta-feira, julho 20, 2011

Onde Estamos ?





O teu olhar ardendo em prosas e brasas esvoaçantes pela corrente do tempo
Onde está a minha máscara para esconder o temor e desespero de saber
Onde ficam os teus sinais, que antecedem o desconhecimento do meu ser ?
Mostre-me teu rosto, tua boca, teu olhar perdido em meio à noite fria e solitária
Este lugar, o que lhe ocorre sob essa luz ? O que nos ocorre em lembrança e vontade?
O quão distante estamos ? O quão próximos ? O quão (des) conectados ?
Será que podemos ser mais do que somos agora ? Será que você pode ? Posso ?
Talvez nós, nossos caminhos, foram entranhados no desconhecido amaro solidão
Ora, pense comigo, como antes: o que nos divide ? O que nos junta ? (Mesmo que seja em meus pensamentos)
Cansada estou de esperar pelo dia que não chega, e nem chegará
Uma questão de força maior ? Talvez ... Destino ? Não acredito nisso ... Circunstancial ? Que palavra ficaria melhor do que essa ...
Mas teus olhos não se comunicam comigo, estão apartados, destemidos e aparentemente tão fortes
Já não os posso resistir e não quero mais ver o brilho deles n’outra direção



O tempo passou e correu enquanto eu não pude lhe alcançar
Ou será que você ficou para trás nessa corrida desesperada que iniciei ?
Ah, não consigo lhe enxergar nessa temepestade
E meu refúgio está em outros cantos que não sejam os dessa casa fria 

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