quarta-feira, setembro 01, 2010

Brevidade


O teu olhar me segue. Já não posso sentir a realidade. O coração lateja num pulso incontrolável, que de tão forte posso escutá-lo. A respiração está ofegante. As mãos trepidam, fazendo com que as gotas de suor caiam, suaves como o orvalho na alva desse amor. Cintilam os olhos que buscam ver além do castanho profundo. Transpira a pele que aflora dum vermelho incandescente, um calor que não se refresca. Sonha o coração que só quer o afago de sentir o teu coração pulsando junto ao meu corpo. A tua beleza irradia-me quando vejo, através desses olhos sedentos, a tua imagem.
Guardei uma foto tua, apenas uma palpável. Mas você se encontra todo em mim. Os traços de um alguém ao qual quero pertencer e também poder dizer, de peito estufado e com um intenso brilho dum olhar doce e meigo quando observo-o: "Também és meu!" Pensei que tudo acabara na brevidade daquele olhar. Doeu profundo, na alma perdida, aquela olhar. Mas talvez eu só estivesse em busca de sentir toda a dor junta, duma vez, e livrar-me dessa fraqueza, que agora soa como se fosse todo o meu ser. Um motivo bobo, algo sem algum sentido. E realmente doeu! As lágrimas apenas codificaram aquela angústia transformando-a em algo físico para que saísse do meu interior. Devo confessar que na hora em que elas desceram por aqueles olhos tristes, aliviou-me algo. Mas definitivamente não se foi o sentimento, pelo contrário. Aquele amor continua vivo, pulsante e firme. E a cada dia que passa posso ter mais certeza de que é você quem me tira o chão e dá a nuvem. Quem me tira o oxigênio para você mesmo ser o ar. Me impõe dor e se torna o sangue a correr por minhas veias. Felicita-me o teu sorriso desavergonhado, tornando-se cada dia mais O MEU PRIMEIRO AMOR.

Um comentário:

  1. po gostei bastante deste .... principalmente do final... um dia quem sabe se torne verdade ...

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