sábado, março 12, 2011

Alter Ego








Eu poderia correr, me esquivar, me esconder
Eu poderia seguir, sem desistir, sem temer
Eu calculei as variáveis, tentei tomar um gole da intimidade
Não fechei os olhos e não sonhei, era apenas a verdade
Avaliei as chances, os riscos, as probabilidades
De uma relação alter entre eu e meu eu
Dando-me conta de que um velho eu já se perdeu
A imagem invertida atraiu-nos para o fatal
É tão bom quanto é ruim, chega a ser surreal
O jogo de palavras, olhares refletidos, observação
Detalhismo impresso em cada movimento, no pulsar do coração
E com as mãos trêmulas, frias, encosto-as em mim
Sentir o meu calor e tocar-me, dessa maneira pude sentir
Talvez tenha sido a mesma sensação em corpos diferentes
Uma noite fria com um desejo sublime e ardente
Quando o equilíbrio foi quebrado e substituído por algo estranho
Algo intenso, que vem de dentro, que vem dum acanho
A noite não finda e permanece acesa
Mesmo parecendo tudo bem está tudo às avessas


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