domingo, março 20, 2011

Phoenix







Eu provo o amaro da solidão e o seu doce veneno
Implantando e arraigando a dúvida e o medo veementemente
Uma dança de memórias vivas nas florestas da noite
A Lua cheia desaparecera em meio a tempestade iminente
A adrenalina percorre as veias num ritmo alucinante
Os pensamentos e ideias voam com o vento, sem fronteiras
São irregulares, formas distorcidas e dançantes
Beijando-me o vento sopra num toque gélido, à morte beira
Virtude e defeito se misturam no ar congelante
O fogo iluminando pouco, queimando lento
O calor proveniente não é suficiente para me aquecer, calor latente
O suave barulho das brasas não é capaz de me dar acalento
Eu sinto o mundo desabando atrás de mim
Dos meus passos eu vejo o passado surgindo involuntário
Mas eu sei que ainda posso vencer, me acostumar, não é o fim
Mesmo que das chamas eu tenha que surgir, a solidão vencida será
Escolha feita, malas prontas e um futuro sozinho a seguir ....




Das noites escuras eu me lembrarei,
Quando todos os ventos se calarem e eu não tiver alguém
Eu lembrarei de você e das coisas que em comum nós temos.
Eu te deixo, sozinho, seguir o teu caminho
E cuido para que aquilo que construímos não se auto destrua
Cuido para que o meu amor não passe dos limites aceitáveis
Zelando por ter teu carinho, não quero perdê-lo
É por isso que sozinha seguirei ... Se não me cabe escolher com quem ficar, também não o quero
Não o quero mais como outrora já desejei lhe possuir
Só quero o teu bem e a tua felicidade, sempre.











Autumn Twilight - Rhapsody of Fire


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