segunda-feira, dezembro 20, 2010

Densa e desconhecida



28/11/2010

Em cantos e cantorias sentia tua presença vibrando por entre minhas emoções mais bonitas, mais cheias de vida. Eu sabia que era verão, mas era como se a primavera tivesse voltado e fizesse com que eu me perdesse por entre aqueles caminhos sinuosos. Caminhos que me perdi e nem voltei mais. Eu me agarrava às árvores que encontrava pelo caminho como se algo fosse me puxar para fora daquela linda lembrança. E era verdade! A realidade não era muito favorável à minha nostalgia. Estava eu imersa em desconhecimento do que realmente acontecia. Apenas pequeníssimos sinais, que quase nunca apareciam, quase sempre imperceptíveis. Era estranho sonhar, acordar, estar lá e não estar. Ouvir você sussurrando as músicas que mais amamos era como estar saindo desse estado de espírito tão tranquilizador e começar a andar por entre uma floresta densa e virgem. Nenhuma pessoa conseguiu chegar lá, creio eu. E sendo eu a primeira, deveria ter feito um mapa indicando por onde ir. Mas egoísta como sou, te quis só pra mim (e devo confessar que ainda te quero!). Eu vi em teus lábios, teus olhos, toda luz, todo amor que eu poderia doar.

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